Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A vida é bonita pra quem presta atenção!!!

 

 

 Diante dos sinais que a vida emite: entenda, assimile e reaja em tons de compreensão e fraternidade.

 Se a culpa te incomoda saia da roda de lamentação, põe em movimento o coração.

 Se a dor te assusta, lembre sempre: foi Deus quem tudo criou.

 Se o medo te impressiona: olha o tamanho do firmamento e a quantidade de água no oceano, foi Deus quem criou…

 Nada está fora do lugar ou do tempo, nós é que precisamos nos achar!

 

Assim na família como na sociedade há o todo e a unidade. Na construção de uma casa, o tijolo é parte decimal da tua proteção e conforto. O alicerce sustentação e base é mesmo a fase que vive escondida dos olhares desconcertantes da vida, guarida anônima do teu destino transitório e fugaz.

Tintas e revestimentos são iguarias de um conforto extático e frio, que encanta momentaneamente seus olhos, e as vezes causa espécie nos olhos do vizinho, desconforto de uma relação egoísta.

 

Os valores externos, detalhes de um terno ou designer de uma casa que moram numa planta ou num risco, ciscos de uma vaidade desnecessária, que te poem a conta de altura social, que te iludem os sentimentos e sensações e te trazem ás vezes mal estar espiritual.

 

Tudo que aqui encontramos permanece no seio da matéria por impossibilidade de traslado ao cerne da vida espiritual. E na ordem inversa dos valores capitaneados pelos nossos sentidos, tudo que trouxermos do mundo espiritual, de nós não se afasta, ainda que detido nos escaninhos da inconsciência, no leito da lei do esquecimento; tudo que vem de lá é provimento necessário e indispensável, sob pena de nos causar prejuízos inalienáveis, quando descartados, por inviáveis ou desacreditados pelos condicionamentos culturais e religiosos que encontramos por aqui, e não fazemos quase nenhuma questão de esvaziá-los de seus sentidos inócuos…

 

O casamento, esteio social de toda humanidade, alicerce de sustentação da vida e suas razões, anda sofrendo de ataques de vírus esquisitos, que lhe empobrecem as finalidades espirituais e emocionais. Coisas do tipo: “Eu caso e se não der certo, me separo e vou em busca de outra experiência que atenda meus anseios de emotividade, de direitos e investimentos todos, aplicados a custa de recursos do outro, a parte egoísmos e egocentrismos e excentricidades”.

Lacunas de emoções mal investidas se abrem ao abismo da solidão e do desencontro; por que cada um por sua vez enxerga direitos e fecha seus olhos as obrigações.

Sim, obrigação sim!

Obrigação de convivência nos patamares da fraternidade e do respeito, da disciplina e da obediência aos postulados das leis divinas e naturais.

O casal aqui se encontra e já se reporta aos amores eternos, “do tipo escrito nas estrelas”, como se já fôramos espíritos iluminados capazes de escrever nas telas de luz do firmamento. O que o casal desconhece e também não procura saber, ou melhor, recordar, é que realmente a possibilidade de um compromisso previamente estabelecido, é que lhe traz essa sensação de dejávur, constatada em alguns caso, concorrida, perseguida em outros, como condição sine qua non, para uma felicidade ímpar.

E a libido deitada em o berço esplêndido do instinto, e qual vinho tinto embriaga os sentidos, como quem fecha as portas do discernimento e perfuma de ilusões e fantasias o telhado do destino dos pombinhos desavisados e sonhadores.

 

E como a vida não dispõe de patrocinadores que reponham perdas e danos no campo das emoções, sentimentos e sonhos, as frustrações, decepções se fazem o saldo negativo na contabilidade dos reencontros mal pensados e principalmente mal vividos. O poeta Paulinho da Viola tem uns versos que bem retratam essas situações:

 

“Quando um grande amor se acaba/

Quem é que tem razão/

O saldo a gente guarda para o amanhã/

Como recordação!”

 

Uma das grandes finalidades do Espiritismo, e que deve ser constantemente estudadas em as casas espíritas, é o esclarecimento sobre a imortalidade e suas consequências.

Num mundo de expiações e provas a afinidade e a amizade ainda são as constantes determinantes do nosso relacionamento conjugal, filial e fraterno no seio da sociedade humana. O amor pela própria excelência é sapiência, maturidade espiritual a serem adquiridas, pra depois então… desfrutadas… E mesmo essas condições não são tão abundantes como seria de se esperar…

Provas e expiações, compromissos e reparos, perdão e reconciliações são as tarefas consequentes de vidas não aproveitadas, em todos os sentidos, nuns mais e em outros menos, mas em todos…

 

O Evangelho segundo o Espiritismo nos mostra em seus preciosos capítulos, a que títulos vivemos por aqui. Pela ordem das gerações, surgem no seio da vida mães, pais e filhos, que ganham outros títulos sociais no passo seguinte, mas, a sequência não se altera… Jesus disse: “Mãe, eis o teu filho; filho eis tua mãe…”, mostrando-nos com propriedade moral que lhe é peculiar, a relação transcendental entre os seres humanos que se revesam nos seus papéis sociais, no tempo e no espaço, segundo a necessidade de evolução espiritual. A dor espiritual que talvez embalasse as emoções e preocupações do Mestre naquele momento crucial. A dor contundente, a dor separatriz que fustigava o coração de Maria naquele momento impotente, diante dos desequilíbrios da sociedade de então. Separação contundente, mas transitória e efêmera, que pela conjunção espiritual e existencial daquela envergadura moral, os faria  se reencontrar em breve, pela ampulheta imortal, na sala do regozijo moral, da obrigação cumprida, do ideal realizado…

O que não é o caso da grande maioria de nós, espíritos endividados…

 

Quando nos preparamos para reencarnar é como se entrassêmos na sala do tempo para revermos nossos passos pela vida. Avaliamos perdas e danos, conquistas e ganhos em casos de sobriedade espiritual. A partir disso fazemos nossos planos de retorno. A Misericórdia Divina equilibra a próxima jornada. É onde afins e desafins se completam no seio da família, trajando dores e sofrimentos, ou trazendo experiências e encantos que se nos prendem na seara do lar, nas ocupações necessárias a reorganização do nosso destino. É por esse viés que podemos afirmar que as heranças e os laços familiares não se prendem exclusivamente às conjunturas genéticas que se nos abrigam o semblantes e a apresentação física, mas, se engastam por origem nos lastros espirituais à que nos vinculamos nos braços da imortalidade.

 

Por conta desses aspectos, “Amar ao próximo com a si mesmo”, começa desde a fecundação ovular e se projeta por todos os dias da vida humana, já no seio familiar.

Os valores da pedagogia transitória humana precisam ser implementados com os valores da alma. No lugar de imposições, de autoritarismo infundado e de queixumes exacerbados por inexperiências, devemos colocar a paciência, a compreensão aliados a uma visão de imortalidade. Não que tenhamos que nos culparmos por pretensos “carmas”, mas pensarmos as nossas relações filiais de um modo espíritamente inteligente.

Saldar dívidas.

Solucionarmos relações mal vividas.

Recuperamos afeições momentaneamente perdidas.

Sanearmos sentimentos e posturas.

Extinguirmos lenta e gradualmente orgulho e egoísmo em nossas posturas.

Aplicarmos o Evangelho como luz que dissipa sombras.

Buscarmos outras feições para as nossas relações conjugais, filiais e fraternas, que possam passar sem atritos pelo prisma da imortalidade…

 

Eis o que o aprendizado da Doutrina Espírita nos oferece para mudarmos nós mesmo, a nossa família e o mundo em que vivemos, entre outras coisas tão gratificantes quanto…

 

Ademário da Silva – 30/set./2008

Soc. Esp. Facho de Luz e Caridade = SOESFALUZCA

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