Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Ao Meu Amigo Aleijadinho.

E aos Inconfidentes.

Entre a dor e a arte pura,

Sensibilizou a própria argila

Caminhou por sobre sonhos

E dos protestos fez quase uma sina

Afinizando identidades em obras primas.

Apurou entendimento sobre o bem e a verdade

Riscou com simetria o teor da liberdade

Esculpiu pura beleza sobre o prisma raridade

E pintou em cores fortes o arco-íris da amizade.

Entre a senzala e o garimpo

Teve que passar a arte a limpo

Para insuflar amor ao protesto

E arrancar de antigos grilhões o seu cabresto.

Ensimesmado em Vila Rica,

Tracejou nosso amanhã na viva luz do seu cinzel

Rimando ao seu talento, a religião e a maçonaria

Sob o calor da própria fé

Acreditando em outras vidas

Sob as asas protetoras de Ismael

Ensinou filosofia pelos profetas de argila.

Liberdade dolorosa e tão tardia

Foi lema de um grande plano

Foi poema de um grande sonho

E “dez vidas” não daria, nenhum dos inconfidentes

Se a imortalidade não viesse

Abraçar essa agonia.

Foi um gênio, quase escravo

Que fez da arte uma oração

E da liberdade uma raiz

Estampando em pedra sabão, o amor pelo país.

Arquitetou igualdade, oratórios e altares

Com muita graça, decisão e veemência

Delineou os caminhos estreitos da inconfidência

Demarcando os passos firmes do alferes

Em sua morte fez um verso em desagravo.

“E aí Barbacena do que é que te ressentes

Liberte a cabeça morta do Tiradentes

Ou será que temes que ela se transforme numa semente”!

Gênio forte e fala arrebatada

Na porta estreita da hanseníase

Era a própria arte reencarnada

Era o brilho da luz sob a marquise

Entre cinzéis, desenhos e gravuras

Pedra-sabão em tons azuis, pinturas e esculturas.

Retratou sua desdita em emoção

Fez da dor a ferramenta, rubi-açucena (Amarílis)

Entre poetas e falas inconfidentes

Tormenta simétrica das rimas chilenas

Que trouxe a riqueza cultural do Brasil – mulato.

Um talento, uma cabeça e uma atitude

Fez da quase escrava negritude

E do ideal de liberdade um sonho de mecenas!

Antônio Francisco Lisboa, o maior gênio da arte colonial!

Ademário da Silva.

*29/08/88* – + 16/08/89.

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