Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Civilização

O Livro dos Espíritos, Terceira Parte, Capítulo 8, Da Lei do Progresso.

790. É um progresso a civilização ou, como o entendem alguns filósofos, uma decadência da Humanidade?

“Progresso incompleto. O homem não passa subitamente da infância à madureza.”

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Civilização e a fraternidade

Por que a luz não vive sem a chama a atitude fraterna depende do movimento compreensivo da alma.

Nas vitrines do tempo a história humana se modifica conforme a conduta da criatura, da antiga barbárie aos braços da tecnologia, leis e conceitos, o pensamento filosófico e o religioso sofreram substanciosas mudanças. Abolimos o duelo e já quase extinguimos a escravidão.

A ética, a educação e a pedagogia ganharam contornos de seriedade e realidade, que quase já atendem em plenitude as necessidades humanas. Já avançamos sim no campo das relações humanas, culturais, tecnológicas e econômicas. Movidos é claro por impulsos tecnocratas, políticos e econômicos. Estreitamos os laços, os passos, diminuímos distâncias e estabelecemos relações de intercâmbios gerais.

Conseguimos em países da Europa uma moeda única que tem por objetivo diminuir discrepâncias econômicas, facilitando o acesso dos menores favorecidos aos benefícios do intercâmbio econômico, aos menos isso deveria se dar. Em contrapartida não conseguimos ainda que um idioma único e neutro (Esperanto) sirva de voz que não mutile culturas e nem descaracterize a personalidade das nações, mas vamos alcançar esse teto.

Mas, ainda pecamos pela ganância, pela ânsia de poder e dominação, por essa síndrome de grandeza inútil e sem sentido que só provoca desarranjos na ordem natural da vida.

Mudarmos mais e pra melhor o estado existencial humano não passa apenas pelas mudanças nas leis. Entendermos de modo mais preciso e profundo que nossas leis são tão transitórias quanto nossas vidas no arcabouço humano, tende a nos trazer a compreensão que somos de fato espíritos imortais fazendo experiências na matéria, para alcançarmos o crescimento moral, com vistas a imortalidade.

Voltando aos aspectos históricos dos destinos já vividos, conseguimos entender que “Os Dez Mandamentos” colhidos nas veias fluídicas da medianimidade do Moisés, são leis reguladoras da conduta moral do espírito aprendiz na estrada do tempo.

“Não matarás” diminuiria provas e expiações.

“Não roubarás” incentivo ao trabalho e respeito aos direitos do próximo.

“Não cobiçaras” com certeza levaria aos níveis mínimos a inveja, a calúnia, decrescendo por conseqüência orgulho, recalques e frustrações.

“Amarás ao teu Deus acima de todas as coisas sem ter diante de si deuses estrangeiros. (humanos, amorfos e esquisitos)

“Honrarás o teu pai e a tua mãe” criando com isso laços de solidariedade, fraternidade e respeito à parentela humana, atendendo os reclamos da harmonia no teto familiar, projetando a paz social.

“Não prestarás falsos testemunhos, nem cobiçaras a mulher do seu próximo, nem os seus bens.”

Com isso desenvolvendo os laços de amizade e respeito a capacidade do outro. Evitando assim dissensões, divergências, ódios e cobranças, vinganças e vítimas na esteira das reencarnações.

Essa compreensão e vivência é que nos dará condições de nos enxergarmos como criaturas imortais, cujas necessidades existenciais ultrapassam os contornos da materialidade transitória que nos reveste o destino passageiro.

Também não basta apenas reinvidicar, exigir ou implorar, é preciso mudar, reagir, renovar os valores morais. Aprender e vivenciar o Evangelho segundo o Espiritismo, buscando alcançar por conduta o ensinamento de plenitude que Jesus nos exorta: “Sois deuses, pois pode fazer até mais do que eu.” Basta pra isso compreender que Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

No seu Sermão da Montanha Jesus traça os parâmetros ideais da conjuntura social fraterna e generosa em seus próprios valores.

O forte ajudando o fraco

O sábio ao inculto

O que tem distribui do que não precisa

Assim o equilíbrio econômico se estabelece ao nível da fraternidade.

O sermão da Montanha traduzido pelo amor universal exarado por Jesus, quando da sua passagem pelo planeta, é a semeadura basilar das leis divinas e naturais, que o mestre Allan Kardec traduz em o livro dos Espíritos, demonstrando de modo amplo e profundo o caminho das renovações sociais, que começam obviamente pelo viés da individualidade humano.

Liberdade de consciência

Livre-arbítrio

DA LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE

DA LEI DE LIBERDADE

DA LEI IGUALDADE.

Liberdade de consciência, livre-arbítrio, a lei de justiça, de amor e caridade, a lei de liberdade e também a lei de igualdade, são patamares morais a serem alcançados por nós, tanto quanto outras leis de igual importância se fazem lições de aprendizado e vivência imortais nos braços da misericórdia divina. Com as quais devemos nos importar e muito se queremos levar esse nosso planeta a categoria de mundo de regeneração.

Como nos mostra o livro dos Espíritos devemos extirpar ao longos das reencarnações necessárias o mais radical dos nossos vícios, que é o egoísmo. Ai sim nossas leis serão mais fraternas, mais consoantes as necessidades espirituais, por que serão criadas por uma consciência de amor ao próximo.

O progresso da humanidade sempre será o resultado da maturidade espiritual de cada uma das sua individualidades.

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Civilização e a fraternidade

O Livro dos Espíritos, Terceira Parte, Capítulo 8, Da Lei do Progresso.

De duas nações que tenham chegado ao ápice da escala social, somente pode considerar-se a mais civilizada, na legítima acepção do termo, aquela onde exista menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho; onde os hábitos sejam mais intelectuais e morais do que materiais; onde a inteligência se puder desenvolver com maior liberdade; onde haja mais bondade, boa-fé, benevolência e generosidade recíprocas; onde menos enraizados se mostrem os preconceitos de casta e de nascimento, por isso que tais preconceitos são incompatíveis com o verdadeiro amor do próximo; onde as leis nenhum privilégio consagrem e sejam as mesmas, assim para o último, como para o primeiro; onde com menos parcialidade se exerça a justiça; onde o fraco encontre sempre amparo contra o forte; onde a vida do homem, suas crenças e opiniões sejam melhormente respeitadas; onde exista menor número de desgraçados; enfim, onde todo homem de boa vontade esteja certo de lhe não faltar o necessário.

AJUDA-TE A TI MESMO, QUE O CÉU TE AJUDARÁ

Civilização – (Dicionário Aurélio)
[De civilizar + -ção; fr. civilisation.]
Substantivo feminino.

1. Ato, processo ou efeito de civilizar (-se).
2. Estado ou condição do que se civilizou:

povos que se encontram num estado avançado de civilização.

3. O conjunto de características próprias à vida social coletiva; cultura.
4. Processo pelo qual os elementos culturais concretos ou abstratos de uma sociedade (conhecimentos, técnicas, bens e realizações materiais, valores, costumes, gostos, etc.) são coletivos e/ou individualmente elaborados, desenvolvidos e aprimorados.
5.
P. ext. O estado de aprimoramento ou desenvolvimento social e cultural assim atingido.
6.
P. ext. Tipo de sociedade resultante de tal processo, ou o conjunto de suas realizações; em especial, aquele marcado por certo grau de desenvolvimento tecnológico, econômico e intelectual, considerado ger. segundo o modelo das sociedades ocidentais modernas, caracterizadas por diferenciação social, divisão do trabalho, urbanização e concentração de poder político e econômico:
a civilização egípcia;
a civilização helênica.

Ademário da Silva – 04/setembro/2008

Soc. Esp. Facho de Luz e Caridade = SOESFALUZCA

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