Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Na Seara Com o Mestre

A vida é um plano de amor e luz, concebido pela bondade maior que é o divino criador. E desse plano da emoção mais pura, constam todas as criaturas em regime de aperfeiçoamento no tempo e no espaço.

Leis sublimes e imutáveis que regulam o movimento ascensional de cada um, segundo o livre-arbítrio relativo que a todos agasalha indistintamente, foram elaboradas por Deus, para que todos tenham o mesmo nível e teor de oportunidades.

A fraternidade que ampara a harmonia equilibradora da vida, numa espiral infinita de vibrações existenciais, desde a mais tenra idade espiritual até a perfeição relativa, que nos é dado alcançar, no campo das aquisições morais e espiritualizantes.

A solidariedade ”elemento catalisador” previsto pela própria fraternidade, que nos mostra o valor das forças antagônicas, em busca dos níveis de igualdade, que só o amor e a compreensão podem propiciar. O antagonismo entre a luz e as trevas, a ignorância e a sabedoria, o trabalho e a ociosidade, o movimento e a inércia, o amor e o desamor, a paz e a guerra, a serenidade e o conflito interior, tudo isso e muito mais, são a fonte de trabalho, “A seara imensa do mestre Jesus”, que a nós compete enfrentarmos humildes e condignamente, buscando aí, dirimir essas dificuldades que ainda nos caracterizam, face ao aproveitamento e entendimento, o descaso ou comodismo, com os quais nos posicionamos diante da vida.

A reencarnação, ”O portal de oportunidades e recapitulações”, é necessária para o avanço do espírito imortal. Ela se fez verdade imperecível diante da eternidade, envolvendo a criatura em diversas experiências de vida para que o aprendizado seja completo.

E é justamente diante da reencarnação, que recebemos outras leis não menos importante, são as “causas e efeitos” que nos revela as posições a serem ocupadas pelo espírito aprendiz, em face do aproveitamento e necessidades, ou da inércia e dificuldades que cada um reúne por conta própria.

E assim caríssimos irmãos, outras “leis” de amparo e proteção se ajuntam também para assistir a jornada para o alto, que só por esforço individual e fraterno conseguimos empreender. E o amparo e proteção de que falamos, se traduzem em faculdades e recursos, alinhados como fonte de ajuda e orientação, ao nível de mediunidade, que nos faz instrumentos das necessidades que criamos no transcorrer da vida, em termos de dificuldades e problemas que ajuntamos por deliberação própria, no campo da amizade e do amor concernente ao relacionamento com o próximo.

Descanso e lazer imerecidos e inoportunos são mais o efeito do descaso e do desânimo espiritual que ainda nos singulariza o comportamento, do que conseqüência do trabalho ativo e necessário.

Mediunidade é a faculdade orgânica e inerente a todas as criaturas, que varia infinitamente em sensibilidade e modalidades, envolvendo também as necessidades individuais, dos grupos de famílias, e as sociais, de conformidade com o tempo, cultura didática e moral da humanidade. Por essas razões é que percebemos na vida, “mediunidades diferentes” entre si, que retratam planos de trabalho, aprendizado e expectativas, oferecendo-nos um campo de oportunidades diversas.

Quer nos parecer que essas oportunidades se vazam em lances de plena caridade e serenidade. Caridade que propicia reconciliações recíprocas num plano transcendente da vida física, preparando-nos maiores facilidades e harmonia para o futuro. Seriedade que implica em compromisso e fidelidade, considerando-se que nós outros, necessitamos da rotina como fator de disciplina e diretriz, no campo de ação a que estamos adstritos, para que não nos percamos nas asas das ilusões e das fantasias, que predominarão, se o permitimos, diante do equilíbrio carente que somos detentores.

Assim na presente encarnação, envergando a túnica de “espírita-cristãos”, somos quais pacientes de enfermidade regeneradora, trazidos a “Seara do Mestre” porque conscientes e responsáveis pela própria cura.

A mediunidade é assim a “Caridade Divina”, para nós espíritos endividados, posicionados na vontade e na humildade, agradecidos ao pai da vida e ao Cristo Mestre da luz e do exemplo, na ânsia comum de aprendizado e libertação espiritual, condizentes com esforços e desejos de melhoria interior. Vontade e amor que são aproveitados na solução dos problemas do próximo, se transformam em alavancas que desobstruem-nos caminhos de reascenção aos ambientes onde moram a luz e a paz…

Então para nós o trabalho significa abertura de crescimento e liberdade, que deve no transcorrer do tempo, alicerçar nossa base espiritual, com vista ao que nos aguarda, senão iluminados, esclarecidos e cansados, dos primeiros estágios de luta, mas satisfeitos com a paz e alegria interior, que é o salário espiritual, que nos alcança em clima de amor e emoção que só o amor de Deus prevê.

Centro Espírita Jesus, Maria E José.

Ademário da Silva.

Um texto antigo (1989).

Ligeiramente retocada hoje 20/agosto/2008

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