Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Criança

Criança, divina esperança

Para o espírito que nela se alcança

Reorganizando os próprios passos a luz da inocência

Clemência de justiça que o Pai opera

Na espera que o homem se renove

E prove a si mesmo do que é capaz

Deixando todo mal, toda dor e o sofrimento para trás

Um ser que se pretende puro, mas que é autentico e ingênuo

Enquanto criança parece ter de menos, mas quando adulto a si mesmo se mostra

Enquanto espírito imortal na luta para adquirir a luz, ou

Suarento, ensimesmado para diminuir o mal

Às vezes ateu, chega a ser a toa e em muitas ocasiões não está atento

Mas o tempo, sagrado e amargo remédio muda o enredo

Acelera a infância, empurra a adolescência às vezes sem certificados

Lá pras bandas da maturidade

Aquela idade em que se pensa que se é o que não se sabe

E o adolescente quase adulto quer afogar a criança pra não sofrer insulto

E assim segue a criatura que ainda outro dia estava numa embolsadura

Lá na placenta feito pimenta a preparar o ardido

E saiu de lá fazendo tanto alarido que o médico e a mãe ficaram mais aturdidos

Pronto! a lei do esquecimento já protege o recém chegado

Que de tudo é perdoado, afinal não têm consciência

Será?!?

Tomara que os pais não mantenham esse mau comportamento

Se não o guri aprende a reclamar até do tempo

Por que na verdade imortal é a consciência

E a sua inocência é tão transitória que a sua glória

Já é sombra esquecida na segunda infância, águas passadas

E por que as relações são humanas entre pais e os filhos

Esquecem-se os primeiros que os segundos

São almas reencarnadas

Um espírito muito vivido, que não traz manual por que a inconsciência não permite

Afinal, tudo tem o seu limite

Depois, se for inteligente lhe chamam bem dotado

Se for meio atarantado dirão que é um pecado mal negociado

Mas, por ser criança é semente saída dos silos do tempo

Nas esteiras da imortalidade

Já trouxe personalidade experiente bem vestida de inocência

Quase um disfarce para não ser reconhecido

Por instâncias da afinidade

Pode nascer numa cidade bem desenvolvida

Pelos rincões ou pelos guetos da vida

E a vida é sempre igual, sem privilégios ou facilidades

Chora o pobre pelo que falta

Sofre o rico pelo mau uso do que sobra

Já foi criança, adolescente, hoje adulto

A dor ensina e muda no seu interior o estatuto

E assim se vive e se repete a criatura nos quintais da imortalidade

Até que o buril da luz-espiritualidade

Transfigure-lhe a inocência no designer-evolução

E lhe permita reencarnar nos mundos da perfeição!

Ademário da Silva – 15/julho/2008

Soc. Esp. Facho de Luz e Caridade = SOESFALUZCA!

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