Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Guerras são os frutos da ambição e do desequilíbrio

Allan Kardec insere em O Livro dos Espíritos, na terceira parte, “Das Leis Morais – Da Lei de Destruição”, algumas perguntas acerca do tema guerras e os Benfeitores Espirituais explicam que o que impele o homem  à guerra é a predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões.

Ninguém ignora no meio espírita, que estamos diante de instantes decisivos para a Humanidade, que deverá passar por imprescindível transformação que a qualificaria para o estágio de “regeneração”, consoante a afirmativa de Jesus de que  “os brandos, os pacíficos herdariam a Terra”. Os testemunhos virão, melhor dizendo, já estão acontecendo e cada vez mais porão à prova a nossa fé, a nossa confiança,  coragem e perseverança. Tenhamos sempre presente e fortalecida a nossa fé, pois sabemos que o Cristo está no leme e  Ele é o sublime timoneiro dessa imensa nave que é o nosso planeta. A humanidade terrestre integra a  família universal e o Criador a tudo provê em Sua infinita Misericórdia e Amor.

Ao expor o pensamento de Jung a respeito do complexo da sombra existente na personalidade humana, Anthony  Stevens  afirma que o ser humano tende a negar a sua existência, de modo inconsciente, numa atitude de preservação do próprio ego.

“Desse modo – esclarece – nós acabamos negando a nossa própria ‘maldade’ e a projetamos nos nossos semelhantes, a quem acusamos como responsáveis pela mesma.

A milenar inconsciência da própria sombra que medra em abundância nos seios letais da ignorância emoldura-nos os desacertos, os desencontros, as catástrofes, guerras, deserções, crimes de hediondez humana maquiados todos no atelier da invigilância moral e cristã, que tem caracterizado a maior o comportamento nosso em variadas encarnações, que deixamos perder por que no gráfico das responsabilidades aparecemos em todas as posições, sem quase alterar pra melhor a visão de vida fraterna que devemos atingir, pra atingir o que muitos já sonham, que é viver com dignidade abundância. Mas esse alternar de posições ora nos projeta no ápice do poder governando mancomunados com o orgulho e a vaidade. Ora descemos a linha da pobreza material com o intuito de alcançarmos o equilíbrio na avaliação dos valores transitórios da vida humana.

Devemos afirmar que essa milenar inconsciência é psicologicamente proposital, afim de que ilusoriamente tentemos nos isentar de culpas preexistentes e as vigentes, numa negociata infantil pelo medo mesmo das conseqüências decorrentes da desarmonização ambiental, emocional, moral e espiritual que nos aturde principalmente neste momento em que a natureza física reage aos nossos maltratos. E por que não aprendemos ainda a amar o próximo como a nós mesmos, uma gama incomensurável de conseqüências alcança-nos os tímpanos da alma em forma de absurdos, perplexidades generalizadas no desequilíbrio das relações humanas, entre outras coisas.

A economia calculamos pelo fator corrupção. Os direitos são alienados pela tentativa de perpetuação nos poderes transitórios da política que mais desgoverna que administra.

A ajuda aos desvalidos não passam de campanhas de exacerbação das vaidades. “O jogo político parece insistir em manter a pobreza e a ignorância como trunfo de vitórias marcadas por promessas que dificilmente são cumpridas”. A solidariedade parece um fantasma que só surge na hora de humilhar e obsedar o próximo pra que ele não escape as injunções planejadas.

Ao longo da própria história de vida o homem nega tudo que pode lhe por diante de um tribunal que exija justiça, tentando anestesiar a própria consciência em variada gama de desmando e ilusões, por que na verdade sabe que não escapa ao próprio julgamento… É claro que essas condições não se generalizam pelo total do contingente humano, mas uma grande quantidade não adotou mudanças que sigam mais de perto as leis ditadas por Jesus em o “Sermão da Montanha”. Assim o que entendemos por caridade ainda vacila nos desvãos da vaidade e da ostentação, por que em termos de caridade há que se considerar principalmente a dignidade de quem recebe e a idoneidade de quem oferece.

A espontaneidade somada a simplicidade no modo de ser não apóia ainda de modo isento a complexidade dos relacionamentos humanos.

Nós confundimos sustentação da vida com exploração desmedida e ganância. Destratamos o meio ambiente em face de riquezas transitórias. A tão discutida e a mais esquecida “distribuição de renda” que implicaria na extinção do supérfluo pela diminuição da fome e da miséria. E quanto já erramos multiplicado pelo tempo não aproveitado, com certeza nos levará a situações de estrangulamento da economia, trazendo com isso mais dor e sofrimento. Esse aquecimento global diminuirá a água por exemplo no mundo, podendo provocar disputas pelo ouro líquido no futuro e condenando massas populares ao sacrifício da vida e da oportunidade reencarnatória, pelo grau de ambição que ainda campeia em nossas relações…

Por isso os espíritos superiores desenharam com palavras fortes e decisivas, os motivos que nos encaminham às guerras e o porquê de sua existência. Que é em face mesmo da nossa deseducação moral. Guardados ainda na imperfeição que se nos agasalha e na lentidão com a qual nos conscientizamos de é que é necessário reeducar nosso modo de ser.

As guerras na verdade tem origem em nossa imperfeição. Vivemos ainda presos no calabouço do instinto e o veneramos qual sacerdote do prazer, da vaidade e da ilusão. Nisso, por que não educamos adequadamente a alma, somamos os preconceitos, a ausência gritante de religiosidade, os ódios incrustrados na esteira da imortalidade em faxe das trocas de posicionamentos sociais e essa tendência instintiva de querer ser o dono do mundo. Haja vista as guerras púnicas, santas, ideológicas, culturais desenvolvidas pelos antigos impérios. As duas grandes guerras que trouxeram prejuízos imensos para a humanidade. Houve um avanço tecnológico, houve, não podemos negar. Mas, essa mesma tecnologia que começou nos arraiais da mecânica e sofisticou-se, passa hoje pela eletrônica a informática, o avanço das técnicas de medicina e outros avanços, que impôs uma velocidade a ganância outra vez, em face do encarecimento de construção não atende as necessidades da humanidade, que assiste perplexa o avanço da conquista material e o retrocesso , o u melhor, a lentidão das conquistas espirituais.

Isso corrobora as assertivas dos espíritos superiores quanto a necessidade das guerras como instrumento de despertamento da letargia moral em que nos achamos. Ou seja, a dor precisa alcançar parâmetros quase que insuportáveis pra fazer eclodir a regeneração com a qual muito de nós já sonhamos, mas uma grande maioria nem sequer cogita de pensar a respeito.

E os mecanismos de fuga inconsciente de que nos valemos até o presente momento, também já perdem velocidade pelo avanço da psicologia e também da Doutrina Espírita que já falam aos tímpanos humanos, cada uma em sua seara com a autoridade da experiência.

Então os tsunamis, cataclismos, tornados, tempestades, aquecimento global, deve impressionar-nos a alma quanto aos erros cometidos, nos conscientizar do papel existencial que nos cabe na prática da fraternidade e do amor ao próximo. A educação do pensamento e dos sentimentos deve melhorar nossas vibrações das quais muito vamos precisar nas ocorrências do amanhã. Pra que não nos detenhamos nas dores mais como desavisados ou desassistidos. Mas com a consciência de criaturas imortais que sabe que as conseqüências tem origem em causas que nós desenvolvemos.

A doutrina Espírita enquanto Consolador que o Cristo prometeu, é o divã maior na compreensão que precisamos alcançar e ferramenta de reajuste do entendimento que devemos ter sobre a vida e todas as suas implicações e conseqüências, Então atendamos ao ensinamento do Mestre que nos conclama ao amor do próximo, mas aprendamos a amar a nós mesmos pra não enxergarmos mais no irmão, um inimigo. Mas não nos esqueçamos da orientação confirmadora e complementar dada pelo espírito da verdade: “Espíritas amais-vos (eis os primeiro ensinamento) Instruí-vos (eis o segundo). Não esquecendo, como nos mostra o texto de estudos, a afirmativa de Jesus: “Os brandos e pacíficos herdarão a Terra”.

Ademário da Silva – 10/junho/2008

SOESFALUZCA

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: