Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

A lei de destruição e suas finalidades reais!!!

Destruição necessária e destruição abusiva

Livro dos Espíritos

728. É lei da Natureza a destruição?

“Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.”

A semente guardando em seu seio os segredos genéticos da natureza, mergulha na escuridão da terra, se isola da luz e do movimento, abraça a solidão do próprio tempo e aguarda sua transformação como quem obedece e confia nas leis da natureza. Assim o espermatozóide, enquanto berço de expectativas vitais viaja no mundo encantado do óvulo feminino, trocando valores, somando químicas, multiplicando células, desenvolvendo a integração de componentes que só se completam quando num abraço genético e solidário adquirem novos valores pra serem outros elementos diferentes dos originais.

Aí a semente vira arbusto, o zigoto alcança a condição de feto, que transformar-se-á em criança.

Essa criança nasce, cresce, adolesce, passa pela maturidade e envelhece; eis os degraus de transformações tão conhecidas, que nos levam de volta ao mundo espiritual, por um fenômeno de exaustão das forças e órgãos físicos que chamamos de morte.

A natureza é riquíssima em exemplos de transformação, de exaustão e regeneração dos seus elementos vitais nos seus reinos mineral, vegetal, animal e hominal.

A miscigenação entre as raças modificam os caracteres e as compleições dos arquétipos originais. A transgenia visa o apuro dos grãos e hortaliças buscando melhorar a alimentação do ser humano.

Darwin afirmou com rara felicidade: “Em a natureza nada se perde, tudo se modifica”.

A cadeia alimentar que estudamos na escola mostra-nos a necessidade sobrevivencial da lei de destruição, que na verdade, com base na predação entre os animais, sustenta o equilíbrio entre as espécies.

No que tange a vida do espírito e suas relações com a matéria também há todo um processo de uso e desuso originando destruição, só que neste caso necessária, embora nem sempre bem utilizada pelo próprio ser espiritual, principalmente enquanto ainda deseducado sobre suas reais responsabilidades, sobre os recursos que manipula consciente ou inconscientemente para desenvolver a própria evolução nas raias da imortalidade.

Desde a nossa individualização ao dias atuais, quantos corpos nós destruímos para alcançar o estágio atual de entendimento da vida e o melhor aproveitamento dos recursos utilizados para reencarnarmos e desencarnamos ao longo deste tempo. Quando nos dirigimos ao mundo das formas, são neurônios e dendritos, células e nervos, músculos, sangue, ossos e pêlos entre outros elementos que nos servem de instrumentos, composto em um corpo organizado, para atravessarmos a vida humana.

Esse corpo que desde a fecundação a senilidade sofre mutações tantas necessárias aos estágios da infantilidade, da adolescência e a maturidade física configurando o avanço do ser espiritual no processo de vida e aprendizado, embora nem sempre haja uma simbiose de harmonia entre a ferramenta e o trabalhador.

Quando chega o momento da partida, esses recursos desgastados pelo uso e o tempo, são destruídos pelo fenômeno da transição, comumente chamado de morte. Demonstrando que nós espíritos imortais somos predadores da matéria na vida de relação e transitória, que necessitamos para o nosso desenvolvimento moral.

A destruição enquanto fenômeno destinado ao equilíbrio e a manutenção da vida é recurso natural desenvolvido pela Sabedoria do Criador em benefício da criatura, que obedece parâmetros de lógica e responsabilidade, que o ser humano nem sempre obedece, provocando desarranjos no meio ambiente em que vive, pondo em risco a vida e sua sustentabilidade, por desvios de conduta, tais como a ambição, a vaidade, a ganância e esse irrefletido desejo de poder, que se nos traz conseqüências funestas e desditosas.

Em suas obras complementares aos estudos desenvolvidos por Kardec, André Luís nos fala sobre a nossa interferência na economia existencial. Por nossas próprias necessidades, ou seja, o gasto que impomos a vida pra caminharmos do primata hominal até a angelitude.

Como tudo por aqui é transitório e na verdade tem um prazo de validade existencial, por quanto inerente a evolução do ser e do planeta, a destruição do meio ambiente por motivos de ambição e desmandos outros, caracteriza-nos a infantilidade moral.

E o comprometimento com a escassez que estamos gerando agora implica em dificuldades para o nosso próprio futuro. Entendendo que de “provas e expiações” caminhamos para um mundo de regeneração, do que é que vamos viver neste futuro que está tão perto. Se hoje estamos estragando o berço de amanhã.

É preciso mesmo que nós espíritas venhamos a contribuir com mais intensidade na educação do próximo, procurando conscientizá-lo de que: “Se a calamidade é pública, o problema é de cada um.”, e não somente do governo e instituições autárquicas, mas de cada pessoa.

O ar, o firmamento, o mar, a terra e a floresta, vulcões e montanhas, os rios e lagos são recursos que Deus nos emprestou pra vivêssemos e não tomássemos posse, por que a nossa vida é passageira.

Os recursos da natureza não intermináveis como se imagina. Eles foram desenvolvidos por Deus, com características e forças necessárias a nossa transição de um mundo inferior para o de regeneração, para aí sim alcançarmos o tão sonhado “Paraíso do Eden”. Lugar de se viver em paz e harmonia. De se praticar o amor ao próximo como se deve. De viver a fraternidade de forma espontânea e natural. De alcançarmos a plena vivência dos ensinamentos de Jesus em “O Sermão da Montanha”

Mas, pra isso é preciso ter montanhas no mínimo néee….

A destruição que ora assistimos é precursora da escassez de recursos para o nosso próprio futuro. Pensemos nisso com carinho, respeito e outra atitude.

Ademário da Silva 1º/junho/2008

SOESFALUZCA

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: