Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Casar é somar afinidades

Casar quer dizer reunir, agregar, pôr junto, conviver que é o mesmo que viver junto. Casar quer dizer identificar os ideais, os sentimentos e as emoções. Casar é quando não precisamos de coragem para estar juntos, mas de prazer espiritual para dividir a mesma escova de dentes, a combinar os passos no mesmo tom de uma canção que faça o coração dos dois ter saudade, suspirar de vontade de repetir aquele momento em que, respirar o mesmo ar, estar na mesma expectativa, ou mesmo, na mesma ansiedade. E como diz o Almir Guineto: “ que seremos serenos e sentiremos prazer no som da nossa voz”. Casar é quando no som da nossa voz ecoa o respeito, a alegria e o silêncio quando o entendimento sofre de crise de personalidade querendo por em risco a amizade, que reúne os casais sob o mesmo teto, em meio às mesmas agruras e debaixo das mesmas insegurança e também da mesma beleza e do mesmo prazer de convivência, conscientes de que, quanto mais tempo conviverem mais a maturidade e a responsabilidade se junta para gerar a personalidade conjugal. No casamento não têm domínio, mas têm reinado; o reinado da alegria onde a tristeza tem que ser combatida a dois; o reinado do prazer onde o sexo é só ferramenta de contato, por que o orgasmo mora no encanto dos olhares, no tato das carícias e na delícia de ser um pelo outro e os dois por si mesmo. No casamento não tem só o orgasmo sexual, tem o orgasmo de convivência, o prazer de fazer bem só pra sorrir pelo sentimento de alegria que se arranca do outro quando se fez algo que ela ou ele adora. Um tempero bem dosado, um copo com água inesperado, a louça que se lava a dois, ou que se surpreende a companheira fazendo antes que ela chegue.No casamento o que mais importa é o respeito à personalidade do outro; seus desejos equilibrados, suas vontades também, sonhos e ambições desde que não desmedidos devem ser somados ao conjunto das necessidades pela própria convivência, mas vistos pelo prisma individual em amor e respeito ao cônjuge. Não se deve sequer pensar em enriquecer a experiência impondo ao outro as suas vontades, opiniões e até necessidades, pois são suas e não do outro. Considerar sempre que os dois entrarão numa nova sala de aula, onde os papais e mamães não devem ter acesso amplo e irrestrito, por que o casal deve construir a sua vida conjunta. A experiência dos pais pode servir de parâmetro, nunca de cópia.O sentimento que cada um emana pelo outro é que vai configurar as vibrações do ambiente onde vocês vão instalar a felicidade, sim, pois não é o casamento que os fará felizes, mas vocês é que levarão a felicidade para a vossa vida.A casa, a cama e o fogão, a geladeira, o DVD e a televisão são elementos mutáveis, pra efeito de composição, mas a essência da relação amorosa é semente que exige cuidados constantes, diários, pois que não se desenvolve em qualquer canteiro, de qualquer jeito, por um tanto; aliás, o nosso coração é uma candeia de porcelana moral que o Pai Maior se nos deu, para que nós o representemos em todos os nossos relacionamentos. O nosso lar é a nossa tenda, o nosso templo onde devemos consagrar a vida, o prazer de ser quem somos, e cumprirmos a nossa tarefa de maternidade e paternidade sob as bênçãos de Deus. Que Deus abençoe o vosso casamento, a vossa vida, o vosso destino, os vossos sonhos, vontades e desejos.  

Feliz casamento, Feliz destino, Feliz realização e vida!

São Paulo, 03  de janeiro de 2008.   – Ademário da Silva.S.e Facho de Luz e Caridade 

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