Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Implicações metempsicóticas.

Cada cultura serve ao seu tempo na proporção do desenvolvimento humano. A metempsicose se nos parece um estudo desenvolvido pelos antigos, na busca de entendimento daquilo que constatavam no processo da vida. Para explicar aparentes similiridades de ordem física entre os homens e os animais, e por que tinham limitações culturais e de pesquisas, mal conseguiram decifrar imagens e suas relações com o caráter da criatura humana, em seus esforços de aprendizado. Aliás esse caráter apropriado de ilimitadas variáveis no que tange a educação e oportunidades de aprendizado. O que se nos mostra que a similitude de aparências não nos revela personalidades, virtudes e muito menos qualidades morais. Assim como, na verdade, “olho por olho” não embasa a justiça em tempo nenhum e, só foi vivenciado pelas humanidades antigas em face de estarem estacionadas em degraus inferiores e tinham muito para se desenvolverem, a metempsicose foi uma tentativa de alcançar o conhecimento e resolver questões de transcendências, impossíveis para a época. Agora depois do Advento do Espiritismo enquanto Doutrina codificada, consoladora e principalmente esclarecedora, estas questões só têm validade enquanto fontes históricas de pesquisas sobre como se viveu no passado.  Por que o Espiritismo demonstrou filosófica e científicamente que a Lei da Reencarnação é Divina e misericordiosa em seus efeitos e implicações.Quanto a metempsicose nem podemos afirmar definitivamente que seria uma retroação por quanto as fases de vida em discussão são plenamente distintas, que uma não guarda memória da outra, ou seja, não há reminiscências de lembranças pela própria impossibilidade de funções vitais.  No reino animal a criatura está envolta na consciência coletiva, o que não lhe permite entrever siquer, palmos a frente do bico ou do foucinho, o seu próprio futuro. Em se tratando de instinto físico animal ou humano existem diferenças quanto as funções vitais e existenciais. O instinto animal é agressivo e predatório com as devidas variações de espécie para espécie. O instinto animal no ser humano é de preservação e defesa no seu relacionamento com todos os seres vivos. Alguém poderia objetar, afirmando que o homem em tenra individualidade já foi canibal e que isto depõe a favor da metempsicose.Lembramos Emmanuel em o Livro ‘A Caminho da Luz’, demonstrando a existência de um ser intermediário entre o animal e aquele que seríamos nós no futuro. É só compreendermos a esfera de transitoriedade em que caminhava este ser, nos primórdios da consciência individual e o manto de simplicidade e ignorância que o agasalhava e teremos entendido o seu comportamento em face da sobrevivência necessária e a hostilidade da natureza em que estava mergulhado. E por ser um elemento transitivo, se podemos assim expressar, qual é a memória que guardamos deste período?Nos arcabouços dos segredos Divinos existem conhecimentos à serem ainda descobertos para melhor entendimento da vida em todas suas esferas de manifestação, que nos mostra a carência de desenvolvimento moral no qual ainda nos detemos, para poder alcançá-los e decifrá-los de modo conveniente e fraterno, que os próprios Espíritos Superiores explicitaram em o Livro dos Espíritos. Imaginemos um espírito já individualizado, com personalidade em desenvolvimento, qual seria o seu estado psicológico, em se descobrindo num corpo animal e já dotado de percepções, sensações, vontades e possibilidades humanas? Nós teríamos outros intrincados problemas nas relações sociais de dificil entendimento e solução. E um animal com capacidades e recursos humanos, que ingerências estranhas praticaria no seio da sociedade. Me faz lembrar “A Revolução dos Bichos” de George Orwell que acabou, de modo fictício e metafórico demonstrando o caos que essas migrações possibilitaria, individualizando a consciência coletiva do animal sem o desenvolvimento de todos os passos progressivos para tal desiderato. A troca de corrupções, desmandos e imoralidades seria a catástrofe total. Ou seja, a ética e a lei seriam figuras de retórica obsoletas. Pela lógica das Leis Divinas e Naturais, que por ordem e vontade do Criador Supremo são imutáveis, redundantemente irretocáveis e jamais retroativas, podemos afirmar sem medo que a metempsicose não atende, por impossibilidades próprias a Lei Maior da evolução prevista nos desejos Divinos. E a reencarnação, a despeito de medos e preconceitos segue altruística e altaneira, atendendo todas as nossas necessidades. Desde há muito tempo temos escolas de música, então não precisamos reencarnar como sabiá para aprendermos à cantar. Aliás, observem os pássaros repetindo por toda a vida o mesmo “acorde” musical;  e o uirapuru siquer faz parceria com o curió.  A Doutrina Espírita por sí se nos basta, aliás ela foi trazida por Espíritos Superiores, não deixa de maneira nenhuma, margem à dúvidas. Se isto acontecer, principalmente nos cérebros espíritas, ou ainda não o são de fato, ou é preciso mergulhar novamente os olhos nos livros da Codificação e nas Revistas Espíritas e ficar têt à têt com as luzes do futuro de respeito, harmonia e evolução. Ademário da Silva – S.E F de L e C.  – 30/nov./2007

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