Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

O rio do Tempo

O RIO DO TEMPO

Ou a esteira das reencarnações. 

O rio do tempo fertiliza as margens da consciência, na medida em que desliza repetidamente na esteira de fundo que é a alma da própria vida, traçando consciente ou inconscientemente o roteiro do próprio destino. Facilitando a condução das águas da vida em seu interior, enfrentando as intempéries em linhas retas, curvas, desvios, estreitamentos e alagados!Despencando nas encostas com a mesma elegância e beleza com que se asserena nas planícies. Envolve-se com as matas, abriga os peixes, dessedenta os animais e pássaros, alimenta os homens, sacia sua sede sem nada exigir em troca; além do respeito e manutenção em níveis de equilíbrio dos recursos utilizados pelos homens, a reposição é sempre o ideal pra garantir abundância da vida. Assim a vida em sua essência. Todos somos depositários do tempo e da luz. De onde muito retiramos e pouco repomos comprometendo nosso próprio futuro.Complicado e desgastado é o presente, em que nos encontramos no cerne das atitudes individuais, enquanto egoísmo, e condutas coletivas, enquanto mandos e desmandos, que obscurecem-nos o próprio passado e pôr conta disto se perde na memória do imediatismo a nossa própria história. E o que concluímos é que a história parece não surtir efeito; pois que se isto acontecesse não teríamos a injustiça, sob a ótica humana e transitória, como conseqüência brutal e delinqüente, ditando normas absurdas no comportamento existencial. Pare, pense, sinta e reflita no seu modo de ser, de querer e possuir transitório.Deixe que as águas novas e límpidas da busca imortal e serena, refaçam o teu interior e margens, e verás que com pouco tempo e acentuado respeito, a natureza física e espiritual ressurgiram belas e exuberantes, tal qual era em sua primitiva origem!Assim também o homem em sua caminhada. Rio que surge num olho d’água; água que suja nos primeiros passos; olho que não enxerga direito  o caminho porque seu próprio interior ensombra-se nas atitudes impulsivas, no descontrole de gestos impetuosos, que geram curvas e quedas, disputas e sacrifícios que o engrandeceriam sobre maneira, não fosse a dor e o sofrimento, filhos naturais nascidos do casamento entre o orgulho e a vaidade.Mas é exatamente neste processo de contradições que Deus interfere com sua magnífica misericórdia; é quando desperta-se-nos a consciência e então nos formamos e doutoramos em recuperações, consertos, reconciliações, reparações, provas e expiações que são as lições desse rio do tempo que lava-nos a alma, fomentando a luz que emoldura a aura daqueles que se derem ao trabalho de reconhecer e reparar os próprios erros, ao encontrarem o caminho das pedras… Caminho que passa a ser comum a todos aqueles que elegeram a própria consciência como altar da solidariedade, das afeições, do amor ao próximo e o respeito às naturezas da vida, que surgem, eternamente das mãos do Excelso Criador.É deixemos o olho d’água que existem em nós, se transformar num rio caudaloso e destemido, capaz de enfrentar e superar os obstáculos que nós mesmos criamos, pra alcançar os mares divinos e nos reunirmos nos oceanos de luz que a vida e a eternidade oferece.  

Ademário da Silva… 1999.S.E Facho de Luz e Caridade…….  

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