Imortal como a saudade
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Se vieres de um tempo vivido
Como vento varrido no cosmo
Seus espasmos, seus tons e fluidos
São acordes, são rimas e afagos
Que recolho na alma, na mente e ouvidos
Como memória, saudade e alegria
No compasso da afinidade
Eu sei que um dia te vejo
Amiga mediunidade
Depositando num beijo um afago de amor
E que a dor que agora agoniza
Desfazendo-se pela brisa que o vento carrega
E a saudade em versos imunizando o coração
E protegendo a emoção dos percalços do tempo
Lembranças de outra dimensão!
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O tempo pingente do Eterno
Passado ilusão dos sentidos
Futuro um sonho indormido
Presente impermanente e corrido!
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Consciência sedimentada nos passos
Abraço de corações tão antigos
Um mimo intuitivo entre rimas
Acena de um tempo vivido
E versos de risos e laços
Emolduram pensamentos amigos!
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Via de ida e volta sem atropelo
Sensitiva paisagem de amores
A mediunidade é o sol que ilumina a viagem
Magnetismo que atrai os olhares,
Corações e pensamentos afins!
E jorram sentimentos silentes
E a saudade desmagnetiza a mente
E emoções tão vivas, presentes
Abrem-se como pétalas de flores
Rimando com luzes impregnadas de cores!
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O amor se incondicionaliza como brisa que a tudo envolve
E em notas de gratidão e louvor
Faz-se alegria, reencontro e semblantes
Adjetivo, abstrato e consoante
Tão agora como dantes
Afinidade e saudade se entrelaçam
Em versos, acordes e preces
Nos tons, nos dons e benesses
Num transe que apaga distâncias
Instância que só os corações compreendem e agradecem!
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Ademário da Silva @/@/@/= 15/11/2011
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