Convivência, prazer e seriedade!
O Amor enquanto celeiro de emoções e sentimentos é semente de vida e evolução. Tem seus mecanismos de irreverência, de atração, sublimidade e envolvimento, espiritualidade, afinidade, liberdade e amizade…
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Irreverente por que não marca idade, cultura ou religião, mas escaneia os corações afins e os faz pulsar nos mesmos tons e diapasões. O amor a si mesmo se sustenta em todos os corações, em movimentos sonoros e marcantes, ou mesmo, silente como pulso inconsciente, posto que é força
Viva e atuante…
Atração que tem na libido a parceria do instinto que se insinua pelas curvas de um corpo, pela maciez da pele, a beleza do rosto, o designer do sorriso que tudo revela e afivela os encantos pertinentes ao altar dos desejos e sonhos. Aromas e odores, trejeitos e pendores pulverizam contatos e beijos e uma vontade imensa de não mais se separar…
Sublimidade é a propriedade de sublimar-se no tempo e no espaço que o amor tem e aplica nas voltas que a vida dá… É o amor passa da adolescência para seriedade em módulos espirituais, focando o destino, a responsabilidade, o compromisso e o prazer de ser e estar juntos…
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A sublimação atualiza constantemente os sentimentos e não deixa que cores desnecessárias tisnem a moldura da relação. Como exímio pintor mistura tintas e aplica nas paredes do coração, em desenhos de emoção e prazer. Enquanto músico brinca com as notas no seio e nas entranhas da canção;
Tirando acordes doloridos da tristeza e floreia de alegria o mesmo tema, flutuando pela sonoridade da canção, por que traz em si a capacidade de composição…
A força de envolvência do amor é simplesmente imensurável, posto que entre flores e luares, entre perfumes e desejos é beijo que não se esquece, é prece no altar da emoção. A alma toma o desenho do corpo e entra coração adentro, marcando presença nas células emotivas e sentimentais. O amor parece mesmo visgo fluídico a costurar afinidades com as agulhas da vida nas veias sutis do tempo. Perfumando tudo que toca, fortalecendo tudo que envolve, resolve como soberano que é morar em nossa intimidade espiritual…
- Um amor no seio da afinidade…
O amor é a própria espiritualidade de cada um, enquanto personalidade e modo de ser, de estar, fazer, pensar e criar. Filho da afinidade e da diferença o amor não pensa como você e eu, pois que na verdade emana de deus. Fluido que envolve a vida, o tempo e o ser. Coração divino que faz pulsar nossos destinos . O amor é regência, canção e orquestra, tempestade e festa/ enquanto dor é reza sonhando com saúde/ é atitude e silêncio/ harmonia e desarranjo num banjo de alegria… O amor é por si mesmo tudo o que se imagina e o que nem se pensa!
Enquanto afinidade o amor costura iguais e desiguais nos tecidos da
Responsabilidade de ser e viver… Por que afinidade é raiz das mesmas flores e frutos em pomares conscienciais, á serem cultivadas pelos mesmos gestos, pelos mesmos passos mesmo em caminhos diferentes…
Posto que a afinidade traz em si o mesmo grau de espiritualidade, de personalidade e ideais mas, com os tons de individualidades desiguais…
A liberdade é a semente que mais o amor cultiva, pois que não se cativa á prisões ou constrangimentos. Amor que não se prende sempre volta ao local dos seus prazeres e alegrias…
Pensamentos e saudades são as asas do seu caminhar. Imortalidade é o seu modo de ser e se apresentar nas mais variadas vidas e paisagens, nos sonhos e imaginações, sempre a
Pintar o ser amado com as cores do seu tempo e do seu talento…
Ninguém acredita na morte, pois, que o amor á tudo sobrevive, filho que é dos ventos erosivos das transformações necessárias, o amor é a flor libertária…
Amigo é o amor compreensivo!
Amizade é semente segura de varia estatura no caule das emoções, a polinizar os desiguais nos canteiros oportunos da vida.
Entre namoro, casamento e saudade o amor é a verdade que não se esquece e depois se configura em prece de gratidão…
Gratidão á vida que deus dá, ao tempo que se desfruta nos escaninhos da relação amorosa, afetiva e amistosa que cabem sem cerimônia dentro do casamento, do destino e das intenções emoções e espirituais.
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Casamento meu com a Cristina/e da Cristina comigo, abrigo dos nossos sentimentos, das nossas lutas e do nosso crescimento enquanto pessoas, namorados e amantes…
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Iniciamos um namoro á 1º de janeiro de 1971, entre o encanto e a incerteza, sua beleza me incentivou e se fez cativa em meu interior, com a sua inocência, sua ginga de exímia dançarina, menina mulata que deu uma volta redonda na minha vida… Ficamos noivos em 31 de dezembro de 1972 e casamos á 18 de agosto de1973, num sábado, ás pressas, eu fazia horas extras, o cartório me ligou. Janaína de canguru em sua barriga linda… Minha mana Claudete e o mano Marcelo, testemunhas de compromisso… Assinaturas de responsabilidades e o amor virou amizade e a amizade se sublimou até os dias de hoje como amor que não mais se apaga, saga de dois corações de coragem, que mesmo ante muitas adversidades e umas quantas alegrias, se mantêm olhando para o mesmo horizonte e principalmente pra dentro de si…
Que deus nos abençoe Cristina por que continuo te amando e assim será enquanto sua imagem e gesto forem às flores á perfumar minha consciência…
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Ademário da Silva *** 18/agosto/2011
40 anos de convivência aistosa e amorosa


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