A afinidade é o fruto saboroso das afeições livres
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O Evangelho e a afinidade espiritual…
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“Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu. ”
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O Evangelho Segundo o Espiritismo –
Capítulo IV, parte final do item 18.
“Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.” André Luiz
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As emoções que a afinidade se nos oferece, na verdade são como preces, que demoramos em descobrir seus sentidos plenos e incongruentes. Mesmo assim, suas linhas de expressão e manifesto são claras e distintas. É uma questão de observação isenta e desinteressada.
O fato de vibrarmos no mesmo diapasão emocional, moral e intelectual de pessoas que encontramos nos caminhos que o nosso destino percorre, não caracteriza em moldes inteligíveis as linhas dessa relação recém descoberta. O que se nos mostra a variedade em que se nos apresenta o reencontro.
Isso também põe por terra essa “lenda” que discorre sobre almas gêmeas, e que Emmanuel já se retratou á respeito, aconselhando-nos á acompanhar, no estudo e entendimento: Allan Kardec.
As relações amorosas, afetivas, filiais e amistosas, trazem em seu próprio arcabouço, o condão de nossas necessidades e aprendizados. E o vértice de abertura do leque relacional, não se prende as medidas humanas. Até por que na esteira das reencarnações, poderemos ou deveremos mudar os papéis de contato e envolvimento, visando ajustes e reconciliações; observando também apoio, ajuda e influências necessárias, para o melhor aproveitamento desses reencontros.
É claro que também, a intensidade, o encanto e a aversão são ingredientes preponderantes na receita existencial.
Condição essa que decorre naturalmente da nossa maturidade espiritual.
Como cantou o poeta neste mundo de provas e expiações: “A dor virou amiga da verdade/E o sonho inimigo da razão”(Diogo Nogueira)
A flor, pela própria ordem natural não se identifica e nem morre de amores pelo espinho, mas por impulso dadivoso, perfuma-o sem cerimônia sonhando com a lua e convive com o orvalho por espasmos de afinidade.
Um casal que vive ás voltas com a passionalidade, nos braços do ciúme e da insegurança, mergulha nos atritos, aos gritos de desequilíbrio e de dor, maquiando com a insatisfação seus anseios de amor, sem se dar conta de que, só a paciência e a perseverança são os antídotos da desordem emocional.
Assim, só o respeito e a liberdade de ser, sem se curvar e nem se impor, são os recursos utilizados naturalmente por aqueles que já se deram conta de que carências e subserviência são atalhos para o nada existencial.
Então configuram sua vida, seu destino e afazeres na pauta de responsabilidades próprias, buscando no companheiro ou companheira, a suplementação que lhes permitam compartilhar sem se anular.
Naquilo em se transcende, a afinidade acende os faróis da transcendentalidade e desperta-nos a sensibilidade para captarmos a presença e a influência de amores, amigos e afetos, que vivem sob outros tetos da erraticidade, de mundos espirituais, enfim em outras dimensões da vida. E que se nos dão guarida, proteção e consolo, orientação e corrigenda, na agenda das relações mediúnicas.
A afinidade é mesmo o fruto mais saboroso das afeições livres, que o amor sustenta e agasalha na oficina do tempo.
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O reencontro é um ponto de luz que o passado não apaga.
O mesmo gosto, um detalhe qualquer parecido
Igual sentido e ideal compreendido
O amor que se divide em diversas facetas
Numa vida um amante, noutra um amigo
Por injunções se faz irmão, pai ou avô
E se passarmos ao feminino
Achamos uma equação de duas raízes
E a razão de todas as crises, o amor
Salutar remédio á combater o tédio e a solidão
Se manifesta em todas suas faces
Com classe ou silente
Semente de renovação e mudanças
Afim prolifera alegria e reencontros
Na pauta de corações saudáveis
E nos leva de ignóbeis á amoráveis
Pelas trilhas da evolução!
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Ademário da Silva * 17/fev./2010
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