Opor obstáculos a

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O contraceptivo, as fugas irresponsáveis e toda gama de recursos ilusórios para se acomodar no reconforto passageiro, podem significar sombrias reações no seio das obrigações comuns à todos os seres viventes, tanto encarnados quanto desencarnados nas vias estreitas de provas e expiações típicas de um mundo material como o planeta Terra.

Podem significar, por exemplo, o desrespeito as Leis Divinas e naturais em sua abrangência espiritual. Por quanto todos nós vinculados ainda à sombra e alguns reflexos de luz. Luz essa nem sempre extraída de nosso interior, por que comprometidos ainda com as dores e sofrimento sob o guante de ações e reações perpetradas nos caminhos trilhados, no campo dos relacionamentos amorosos, afetivos, filiais, fraternos, afins e principalmente por aqueles relacionamentos em que o ciúme, a ambição, o ódio e um sem número de desarmonias e desequilíbrios, pautaram nossos atos e pensamentos, vibrações e sentimentos, nos quais teremos como conseqüências forças e predisposições contrárias a paz e o bem estar existencial.

A paz não requisita a guerra e o trabalho abomina a ociosidade. E Jesus abriu as portas do futuro existencial que se nos aguarda alertando enfaticamente: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”.A Lei da Reencarnação suscitando renovações e compromisso ao longo do caminho evolutivo. É claro que numa contingência extrema em que tenha que se optar entre o contraceptivo e o aborto, a unanimidade das atitudes deveria abraçar a contracepção como recurso temporário, adiando o compromisso filiativo, até que se reúna condições de assumi-lo. Por que ao surgir no cenário da vida física, o grau de parentesco com aqueles que se nos receberam no colo das obrigações é sancionado pelas leis civis como de origem de filiação.

Mas, ao abordarmos a reencarnação como leira de tarefas inadiáveis, descobrimos o cerne dessa lei, ou seja, a imortalidade. Entendemos nós outros, como o Evangelho segundo o Espiritismo nos ensina, em seu capitulo IV já supra citado, que o fortalecimento dos laços filiais tendem a conquistar valores como afinidade, estreiteza de sentimentos nobres, amplitude moral e emocional, na medida em que nos repetimos no mesmo seio familiar.

Deus em sua Infinita Sabedoria ao instituir as Leis de sobrevivência existencial enquanto oportunidade de evolução previu todas as nossas necessidades de seres imortais, o que projeta nossas responsabilidades para além da matéria, e dessa vida transitória nesse corpo perecível.

Na medida em que se nos deixarmos conduzir por essas ilusões e fantasias, condicionadas por “usos e costumes” sociais egoísticos, ainda que possam ser justificados em modo passageiro por condições econômicas e sociais, educativas e culturais, estaremos faltando com a responsabilidade sobre compromissos espirituais assumidos no campo da planificação dos trabalhos evolutivos coletivos.

Observemos a diversidade das ocorrências afetivas que redundam em gravidez precoce, indesejada (como se tivéssemos mesmo essa opção, num mundo de provas e expiações…), outras resultantes de estupros, de incestos, em corpos maduros ou adolescentes (os que mais estão ocorrendo ultimamente), em corpos infantis, biologicamente falando. O que se nos mostra que mesmo com essa avalanche de informações de planejamentos, que até nem atingem uma grande parcela da sociedade, e mesmo que isso ocorresse, a mão da economia é egoísta, criaria outros entraves a esse planejamento, que na verdade acabam acontecendo por outras intromissões originadas de outros tipos de desequilíbrios. A libido que explode por força da natureza, mas que encontra a mente e o coração desavisados, por exemplos. As mudanças no comportamento, hoje temos aí “esse ficar” que pode originar desagravos emocionais importantes, entre outras coisas.

Com esse quadro de posturas humanas o reflexo na erraticidade é de altíssima preocupação, no que se refere às reencarnações. É o que podemos deduzir de mais imediato. E com isso as conseqüências inevitáveis se fazem presentes de modo inusitado e até incontrolável pelos protagonistas da vida. Espíritos querendo renascer e mães e pais humanos querendo impedir. A natureza procura saídas, os nascimentos deveriam acontecer, mas a surpresa leva muitos aos caminhos da dor e do sofrimento. Espíritos rechaçados dos ventres das oportunidades em muitos casos geram obsessões de ocasião inaproveitada. Em outros casos, por desconhecermos, por efeito da Lei do Esquecimento, quem serão nossos filhos, criamos esses obstáculos, gerando a abertura de feridas seculares de relacionamentos conflitantes. Aqui moram problemas que a ciência e a religião estatuída não conseguem esclarecer. E trazem como André Luiz demonstrou em sua obra, prejuízos a economia da vida.

E por serem obstáculos a fluência dos mecanismos da natureza vital, é claro que sofreremos conseqüências, ou melhor, já estamos sofrendo com problemas os mais variados.

Mas, principalmente nós que conseguimos vislumbrar os benefícios que a Doutrina Espírita nos traz, devemos assumir responsabilidade diante da vida. Observarmos a grandeza dessa oportunidade que se nos faz enxergarmo-nos como seres imortais na seara da eternidade. E aí nos preocuparmos com mais entendimento sobre as nossas relações espirituais no tempo e no espaço. Em termos da nossa saúde existencial. Por que a reencarnação é a estrada estreita que se nos fala o Evangelho, ambiente de renovações e reencontros, que possibilita acertos e ajustes necessários ao processo evolutivo em que todos nos encontramos.

Deus não põem fardos pesados em ombros fracos. As soluções para nossas vidas e relacionamentos se encontram exatamente na obediência as leis Divinas e Naturais. Não criemos obstáculos desnecessários, que só trarão dores e sofrimentos ao seio de nossas próprias vidas.

Cada filho trazido, que chega com dramas e traumas, pode significar sim um problema resolvido. Assim como um filho que se ornamenta com os trajes da afinidade, quando chega significa reforço enviado pelo Alto.

Ademário da Silva – 12/abril/2008 – SOESFALUZCA