Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Sacrifício

[Do lat. sacrificiu.] Substantivo masculino. Ato ou efeito de sacrificar (-se)

 Os sacrifícios agradáveis a Deus, com certeza não são comportamentos e condutas nossas que venham a prejudicar o próximo.

Na noite dos tempos a história do ser humano em seus caminhos para luz, revela dores e sofrimentos, nascidos da ignorância espiritual que levaram a estranha desencarnação seres inocentes e incientes do sentido daquilo em serviram de instrumentos para a satisfação fanática de líderes de religiões constituídas ou não, que por desconhecimento das leis divinas e naturais, utilizaram de recursos amedrontadores para fazer valer suas idéias e conceitos e o que é pior para perderem posições de mando em a comunidade em que viviam.

Envoltos em bizarras crendices se mancomunavam com seres de inferioridade espiritual, patenteada pelo modo empírico de pensar e sentir e agir. Escorados em fenômenos naturais, ou na tradição de oralidade da história, comandavam, governavam e interferiam na vida das pessoas como se tivessem direitos especiais. Deus semeou no planeta a fauna e a flora para sustentar-nos a vida. Enriqueceu de recursos toda a ambiência terrestre, para que pudéssemos estudar e pesquisar e crescermos com o avanço da sociedade.  

m seus primeiros passos pela vida e vestindo a ignorância, o homem caminha pelas vielas estreitas do misticismo, do mediunismo e principalmente pelo animismo, usando esses recursos em benefício próprio.

E cometeu crimes, sentado a sombra da ignorância. E como nada desses abusos agradou ao Criador, que continuou mandando pragas e tempestades, segundo a visão dessa criatura insciente. Ele homem foi aprendendo com a vida e buscando outros meios de entender o Seu Criador.

Misticismo enquanto fonte de crendices e rituais que se espalhou pelo mundo se adequando aos usos e costumes segundo a cultura vigente.

No estudo de seitas espiritualistas podemos perceber esses valores caminhando mesmo pelo mundo, nas mais variadas culturas e religiões.

O mediunismo, canal de percepção e captação de orientações extra-sensoriais, que comungando no mesmo desvão de afinidade, semeia rezas, magias, que substitui no tempo e no espaço os rituais de sacrifícios.

 O animismo entra no rol das atribuições “religiosas” como fator que em alguns casos suprir a ausência de mediunidade ostensiva, que por vaidade e ânsia de poder, acaba por comprometer ainda mais a relação do homem com o seu Criador.

Mas, o tempo rola na ampulheta da eternidade, os sacrifícios de seres humanos é trocado pelo dos animais. O individuo compreende o mandamento maior, deixado pela mediunidade de efeitos físicos de Moisés: “Não matarás”.

Essa relação de barganha com o universo dos espíritos vai ao longo do tempo perdendo seu sentido. A criatura humana ao longo de sua evolução, desde os primevos passos passa por uma relação com Deus emoldurada na sua visão material de vida.

 Então temos as Cruzadas, as guerras Santas, a Inquisição que são movimentos coercitivos, que buscam impor pontos de vista, opiniões unilaterais sobre a consciência coletiva,

Haja vista que até hoje tem pessoas que acreditam literalmente em diabo que emparelha forças com o Criador, o que as religiões espiritualistas e principalmente o Espiritismo já demonstraram que isso não passa de figura de linguagem da literatura religiosa mundial.

Na medida que vai ampliando seus horizontes o homem vai se libertando de dogmas e imposições, e também dos seus hábitos que contradizem a Bondade e a Mansuetude do Criador, o que lhe dá condições de perceber que os sacrifícios agradáveis ao Senhor são aqueles que modificam a criatura em sua intimidade espiritual. Que a faz trocar dores e tristezas por esperanças e certezas.

Começa a enxergar nos efeitos da natureza, na intimidade da vida, no desenrolar dos destinos, nas afinidades descobertas no seio de sua própria família, enfim nas contingências do seu caminho, muito mais de Deus e Sua Sabedoria e Poder, que lenta e gradualmente vai ocupando o seu espaço no concerto da vida.

E quando então os sentimentos, as relações familiares, amorosas e afetivas o fazem despertar e compreender que Deus quer de nós a remissão, no sentido da renovação de valores. E não são rezas e rituais, pragas e magias que irão alterar as disposições da Lei Natural.

Mais vale sacrificar o orgulho pela humildade/ O egoísmo pela fraternidade/ a ignorância pela luz/ as obsessões pelo equilíbrio/ a pretensão pela simplicidade/ a vaidade pela consciência de ser, e tantas outras emoções e sensações negativas por valores reais e incorruptíveis. Sim, esse o sacrifício que agrada ao Pai.

O sacrifício de si pelo próximo, O silêncio ante a ingratidão, a noção de que tudo que somos e seremos sempre será o reflexo do cumprimento das leis que Deus criou.

Ademário da Silva.           

  05/março/2008

SOESFALUZCA

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Comentários em: "O sacrifício que agrada à Deus!!!" (1)

  1. Crislene disse:

    Parabéns meu querido amigo pelo texto descrito.

    Sempre é bom relembrarmos o passado, para percebermos que evoluímos um pouco mais. Mas eu acredito, que nestas épocas antigas nós engatinhávamos e hoje damos os primeiros passos …

    Luz!
    Cris

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