Palavras e pensamentos!
Há momentos que fico pensando no mais íntimo de mim mesmo, o quanto somos, na transitoriedade desta vida humana, pequenos, desimportantes, quase que sem sentido o nosso modo de ser; por que o configuramos por sobre sentimentos inferiores, mesquinhos mesmo.
E se nos damos uma importância surreal, maquiada pelas cores fictícias da vaidade, das ilusões, o nosso orgulho então, parece uniforme do dia a dia, impecavelmente bem cuidado, designer de todos momentos que imputamos como mais importantes do destino, exteriorizamos sua silhueta de mil maneiras.É sempre um olho no peixe e outro no gato, talvez por isso nossa acuidade seja míope e estrábica. Talvez nisso o grande empecilho que se nos dificulta mudanças e renovações diante de um Evangelho milenar, completo para o nosso estágio existencial, capaz por si de atender todas as nossas necessidades, desde que compreendamos definitivamente, qual o nosso papel num mundo de provas e expiações como o nosso.
Reflitamos sobre nossa capacidade de manifestarmos nossos sentimentos menos dignos e entenderemos o que se nos falta. Para escrevermos, o que entendemos por simples carta aos amigos e amigas, aos parentes e aos necessitados, mal conseguimos reunir, organizar e expor em figuras gramaticais, de linguagem, em versos ou prosas o nosso pensamento.
E hoje já somos cientes de que no escrínio da própria alma se demoram dormentes preciosos diamantes de amor e compreensão. Pedras de tão elevado valor de sentimentos e capacidades, no entanto jamais lapidadas pelo ourives inepto, inerte e preguiçoso que somos. Ficamos encantados por segundos pelo menos com os versos do Drummond de Andrade, a riqueza das configurações gramático-filosóficas, o alcance dissertativo no lápis fluídico de Joanna de Ângelis. O estilo sutil e penetrante, estrutural, a extrema sabedoria emoldurada na coragem mental explícita no modo de configurar o seu pensar e o seu sentir, que enxergamos nos livros magníficos de Léon Denis.
A capacidade de ordenação pedagógica, o desenvolvimento de teses e sínteses, exaradas no conjunto de tão grandiosa obra, desenvolvida pelo mestre de Lion, Hippólite Léon Denizard Rivail quando da codificação de a Doutrina dos Espíritos. A sua lucidez didática desenvolvida em mil e dezoito perguntas em o Livro dos Espíritos, que se transformou pela própria configuração pedagógica em o jardim e o pomar de encantadoras flores de luzes imortais e de frutos filosóficos, de psicologia transcendental para o nosso aprendizado e libertação. E se formos a cada livro da codificação extraído de o Livro dos Espíritos; se pensarmos em termos da relação Mestre e aluno ao manusearmos com carinho e respeito cada folha do conjunto de doze livros que compõe o Jornal de Estudos Psicológicos consagrados simplesmente como as Revistas Espíritas, podemos perceber que a sala de aula é literalmente incomensurável aos nossos olhos mortais e transitórios.
E cada um de nós, que nos apregoamos adeptos dessa Doutrina de Luz, e que cantamos aos quatro ventos que o Espiritismos é” um modo de vida, um estilo de ser”, que temos um modo especial de pensar e sentir e raciocinar, temos que refletir na realidade dessas afirmações que até já andam em desuso no movimento. Por que essa configuração ainda fantasiosa num mundo de provas e expiações, se nos obriga a uma coerência de aprendiz.
As Revistas Espíritas escritas pelo Mestre Kardec se nos afigura a um atelier de cultura transcendental, cuja leitura e estudo obrigatórios pela nossa necessidade, nos reporta a Hegel que afirmou ser “o Espiritismo uma nova revolução copérnica.” Copérnico nos revelou retratos do Universo físico em sua dimensão e importância vital, desnudou mitos e desconfigurou lendas. Se projetarmos o raciocínio e o estudo Kardequiano na velocidade da luz, ultrapassamos os limites dessa densa e castradora matéria que se nos constrange o pensamento e o sentimento. Nesse atelier de ensaios psicológicos, culturais, enxergamos a importância de um aprendizado da ordem da imortalidade que nos abraça e nos lança numa viagem evolutiva.Na revolução entre valores perdidos e valores a serem adquiridos mora a nossa consciência de espiritualidade, enquanto condição moral.
Saber ler e estudar, refletir e discernir eis a questão. Buscar e pesquisar, aplicar o tempo sobre a própria necessidade.Descobrir os encantos do saber, encontrar a si mesmo em seus passos e atitudes de aprendiz na luta pela renovação de si mesmo.Abrir cada livro como quem encontrou um fruto de sabor inigualável para saciar a fome da alma.
Decifrar o pensamento do mestre como quem se põe a despetalar as flores da vida em busca do perfume do Meigo Rabi de Nazaré.
Buscar no exercício da meditação após as leituras, a atitude de quem burila os próprios sentimentos, o seu pensar e a sua vida nas cartilhas de luz a nós outorgada por quem de capacidade, luz e discernimento pra ensinar.
Se posicionar com a humildade espontânea da criança que atropela sílabas e fonemas, mas, se encanta com a pronuncia, os efeitos e os segredos da palavra. E depois sorri com um prazer espiritual inenarrável ao descobrir seus talentos e encontrar a aprovação e o contentamento dos pais.
Este, como ensina o mestre é o caminho do simples para o composto.Caminhar lenta e seguramente pelas salas do aprendizado existencial, é que nos permitirá entender o que realmente significa vibrar nossos pensamentos com qualidade espiritual nossa em benefício de nós e do próximo.
Descobrir como a criança, os segredos da palavra, as nuances de luz do pensamento dos mestres da sabedoria milenar e no esforço que nos compete decifrar cada parcela, cada tarefa do conhecimento e então sentirmos a felicidade do saber para alcançarmos o prazer de ser.
As palavras são o veículo condutor do nosso pensamento, assim como gestos e atitudes exteriorizam nossos sentimentos e modo de ser.Então como não somos ainda tal o Einstein, capazes de pensar sem palavras ao menos em algumas circunstâncias de sua vida, procuremos sim descobrir os segredos e as implicações dos verbos, sua plasticidade e insinuações e decorrências. O brilho natural dos adjetivos sinceros e transparentes e a elegância com que eles adornam nossos pensamentos.Assim como a segurança e simplicidade dos substantivos que estabelecem a firmeza das imagens que podemos criar com os nossos pensamentos.Nesse modo de agir e buscar nas telas dos pensadores maiores encontraremos as nossas capacidades, as afinidades e por conseqüência as nossas possibilidades, e como resultado desse processo de aquisição encontramos os nossos talentos que são os reais recursos, com os quais podemos beneficiar o nosso próximo com as nossas vibrações, ou brindá-los com a beleza ainda que rudimentar do nosso pensar, com uma moldura espírita de poesias ou crônicas e vazá-las em missivas fraternas e afetuosas aos amigos e afins.
E porque alcançamos a capacidade de organização dos pensamentos, quando num enfrentamento com os desafetos e desentendimentos, teremos por efeito das conquistas um equilíbrio saneador e solucionador. Capaz de nos manter a paz e a visão de compreensão e fraternidade, e nos sentirmos realmente aprendizes lúcidos e fortes, porque o aprendizado deixou de ser um mistério ou segredo, mas uma conquista gerada em nosso esforço.
E assim compreendemos que cada palavra com as suas características fonéticas quais afrescos do esforço individual a decorar a plasticidade e a luminosidade dos nossos pensamentos imprimindo-lhes a beleza da oração em poesia quando nos dispomos aos trabalhos de meditação e vibrações e, conquistando a liberdade e a autoridade amiga de expressão na manifestação dos nossos diálogos, das nossas respostas, ganham profunda importância enfim em qualquer gênero de exposição em que utilizamos o pensamento adornado dos encantos e segredos das mais importantes palavras saídas do nosso coração.
Ademário da Silva –
01/fevereiro/2008 Sociedade Espírita Facho de Luz e Caridade
(SOESFALUZCA)
Comentários em: "Palavras e pensamentos" (2)
Así es; especialmente de las palabras salidas de nuestro corazón. “Porque donde esté tu tesoro, allí estará también tu corazón”. (Mateo 6:21). El problema es saber qué, o cuál es nuestro tesoro. ¿Estará en el decir, el prensar, en el obrar?. ¿Dònde estará?.
A propósito de la FE, escribí “¿Dónde Está La Fe?”, que comparto ahora:
¿Dónde Está La Fe?
¿Será el alma como el hielo; un
lugar donde se congela todo,
incluso la fe?. ¿O será éste; su
febril razón para gritar su vuelta
y su reino entre las almas de
los hombres que ama el Señor?.
Quizás, ardan sus paredes, por
los siglos de los siglos; y un
día su fuego, jamás se consuma;
y cada hombre, y cada niño y
cada anciano y cada mujer
se hagan la Señal de la Cruz.
Entonces; cada mañana cuando
salga el sol; un ángel tomará lista
de cada hombre y cada niño y cada
anciano y cada mujer nuevos; que
ofrezcan vivas ofrendas de Pan y
Vino el en altar del Rey de la Vida.
© 2007 by Luis Ernesto Chacón Delgado
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Agradecido por tus reflexiones sobre Santa Teresa de Calcuta en mi blog y, nuevamente congratulaciones por el tuyo.