Este Blog tem a finalidade de divulgar estudos e aprendizados espíritas, tendo por prisma de visão Allan Kardec.

Diga-me com tu andas e eu direi quem tu és!

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Esta afirmativa antes de ser radical e condenatória é um alerta que acima das expectativas “religiosas” é profundamente científica. Isso me lembra um velho comercial de cobertores que dizia o seguinte “Quem bate…  é o frio”. Onde quero chegar com isso é muito simples. O lar é um ambiente interior que se nos protege contra as intempéries do clima.

Que quando preparado, organizado e bem desenvolvido significa saúde garantida, preservação dos nossos dias de vida e aval da nossa sobrevivência. Assim deve ser o nosso interior espiritual enquanto fator de interação em todas nossas relações existenciais. Em a “Escala Espírita” – cap. VI do livro segundo de o Livro dos Espíritos poderemos, em estudando e compreendendo o que nos ensina Allan Kardec, nesses parágrafos de fundamental importância para o nosso desenvolvimento moral, social e espiritual, não necessariamente nesta ordem;  aí encontrar os fatores científicos que devem nos preocupar e muito, no que se refere as nossas trocas vibracionais.

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De conformidade as nossa conduta e comportamento, as nossas tendências e vocações, o nosso estado moral, emocional, espiritual, psicológico, podemos compreender quem se nos acompanha por opções que nós mesmo fazemos ao direcionarmos o nosso modo de ser, de sentir, de viver e de criar; e também como afirmou o Mestre lionês em a Revista Espírita, que essas condições são atitudes espíritas para se viver, até por que somos espíritos imortais.

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Em se tratando do ser enquanto espírito imortal numa trajetória humana, essas são as manifestações do ego e da consciência, que determinarão as consequências exatas da afirmativa do Cristo, nos canais perispirituais das percepções mediúnicas conscientes e inconscientes.

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O nosso interior, como o nosso lar, ao ser visitado pelos seres que atraimos, deve e pode estar bem preparado para aceitar ou não aquela batida na porta da nossa sensibilidade, e principalmente saber como e em que nível de educação e moralidade, se relacionar com essas criaturas.

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Quando ouvimos aquela batidinha na porta da consciência e perguntamos com a nossa voz interior, ‘quem bate’, sabemos sim, pela nossas tendências e opções comportamentais, quem se nos visita, por quê e pra quê?

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Por essas razões o nosso interior não deve ser êrmo e desabitado, enquanto área de atividade mental e sentimental. Por que as respostas que virão de fora podem não nos agradar, quando sentirmos que quem se nos visita é um desafeto, um desavisado, um brincalhão e bulhento ou quem, que se nos conhece de outras e remotas andanças, e abriga em suas vibrações eflúvios que desequilibram, atemorizam, trazendo distúrbios de variada ordem, assim como pertubações que nos afetam exatamente por afinidades que nascem do nosso modo de ser, pensar, sentir e criar.

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Reconciliar-se com os inimigos passa pela renovação dos valores internos, pela reeducação de modos e condutas, pela extinção gradual, mas firme dos sentimentos negativos, e, obviamente isso nos leva a educação mediúnica. Isso se nos mostra também que o nosso protetor espiritual terá maiores condições de se nos contatar o interior, na medida em que ele estiver  livre de tralhas desnecessárias.

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Por isso a afirmação de Jesus é científica. As vibrações se casam pela identidade e a reciprocidade de atração dos seus componentes. “Perdoa aos teus inimigos”, Vás e não peques mais”, “Diga-me com tu andas e Eu direi quem tu és”, estes são axiomas nascidos natural e legitimamente da grande Lei Divina e Natural: “Ama a Deus acima de todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”.

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E estão intrinsecamente entrelaçadas entre si, demonstrando-nos que as leis de afinidade existencial amparam nossos passos no tempo e no espaço, desde que nos integremos em seus efeitos e consequências, assim como em seus benefícios sem nenhuma tentativa vã de distorcer sua validade atemporal, para acomodá-las em nossa compreensão e visão transitórias.

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Assim  se temos em nosso interior acomodações compatíveis para abrigar temporariamente necessitados e até desafetos, sem que isso signifique prejuízos, mas a condição adquirida de ajudar o próximo embasados na lei da fraternidade universal, que pela vias mediúnicas são ampliadas pelos efeitos da imortalidade, aí residem tarefas e obrigações, em caso contrário podemos estar nos emaranhando em teias sutilíssimas, mas extremamente resistentes, em processos já sobejamente conhecidos por nós, tais a fascinação, subjugação, obsessão e até possessão.

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E esta teia sutilíssima nada mais é do que as nossas vibrações morais e emocionais, que permitem emanações fluídicas compatíveis com aqueles que se nos assediam e, o que é muito melhor com os que nos amam e protegem, é só saber optar.

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Então parodiando antigo alerta da sabesp: Espiritismo, sabendo estudar e usar a paz não vai faltar.

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Ademário da Silva….S.E.F. L e C. – 07/nov./2007

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